Brasil BARRA DO CORDA
Tribunal Regional Federal quebra sigilo bancário de Rigo Teles por suspeita de desvio de R$ 5,5 milhões em Barra do Corda
A Controladoria-Geral da União (CGU/MA) identificou indícios de conluio entre servidores públicos e empresários para direcionar licitações, utilizando recursos do precatório do FUNDEF.
07/04/2025 12h20 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fonte: JORNAL MARANHENSE

Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a quebra do sigilo bancário do prefeito de Barra do CordaRigo Teles (MDB), por suposto envolvimento em um esquema milionário de fraude na aquisição de livros didáticos.

A decisão é do juiz Ilan Presser, que atendeu ao pedido conjunto da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. As investigações apontam para um rombo de R$ 5,5 milhões nos cofres públicos entre 2021 e 2023, período em que teriam ocorrido compras superfaturadas de livros pela prefeitura.

De acordo com a PF, o relatório do COAF revelou movimentações financeiras atípicas entre os investigados, incluindo transações em dinheiro vivo. Uma delas somou R$ 894 mil, envolvendo o próprio Rigo Teles, a secretária de Assuntos RuraisNakyoane Cunha — sobrinha de Rigo e da deputada estadual Abigail Cunha — e a coordenadora de Receitas e Despesas do município, Maria Edivânia.

Nakyoane, aliás, é um dos principais alvos da operação da PF deflagrada na última quinta-feira (3), que cumpriu mandados de busca e apreensão em Barra do Corda. Também foram alvos o vereador Ramon Júnior (ex-secretário de Educação), a ex-presidente da CPL Edinâvia, o atual presidente da comissão Sara Fleury, e o empresário Ivonfran Rodrigues Faria, dono da empresa G10, contratada para fornecer os livros.

Controladoria-Geral da União (CGU/MA) identificou indícios de conluio entre servidores públicos e empresários para direcionar licitações, utilizando recursos do precatório do FUNDEF. A perícia federal ainda apontou a compra de 7.100 livros a mais do que o número de alunos da rede municipal — e pior: muitos nem sequer foram entregues.

Tentamos contatos com citados na matéria mas nao obtivemos respostas.

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