A perícia policial confirmou, nesta segunda-feira (26), a veracidade das mensagens trocadas via WhatsApp entre João Victor Santos Paes Landim e o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT). O laudo técnico, concluído na presente data, atesta a autenticidade da conversa na qual Camarão utiliza linguagem considerada ofensiva e sexista contra a deputada estadual Mical Damasceno.
O conteúdo das mensagens, cuja veracidade foi agora validada pela análise forense, revela o uso de palavras de baixo calão por parte do vice-governador dirigidas à parlamentar. Tais declarações foram interpretadas como um ato de discriminação e objetificação sexual, gerando considerável repercussão no cenário político e social do Maranhão desde a sua divulgação inicial.
De acordo com o depoimento prestado à autoridade policial por João Victor Landim, que foi o responsável pela publicação original das mensagens num portal de notícias online, o vice-governador Felipe Camarão teria entrado em contato telefónico após a divulgação. Landim relatou que, durante a chamada, Camarão se encontrava visivelmente emocionado, chegando a chorar, e implorou pela remoção da publicação que expunha a troca de mensagens. Apesar do apelo, Landim optou por manter o conteúdo no ar, que agora recebe um respaldo oficial com a conclusão do laudo pericial.
Como desdobramento direto da confirmação oficial da autenticidade das conversas, a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Maranhão, órgão atualmente sob a liderança da deputada Dra. Vivianne, prepara-se para tomar as próximas medidas institucionais. Espera-se que a Procuradoria solicite formalmente à polícia o acesso integral ao resultado da perícia. De posse deste documento oficial, o órgão deverá analisar detalhadamente o caso e pronunciar-se formalmente sobre a conduta do vice-governador. A análise poderá resultar na avaliação de medidas cabíveis em resposta às declarações ofensivas dirigidas à deputada Mical Damasceno. O episódio continua a alimentar debates importantes sobre a ética no exercício de cargos públicos e a necessidade de combater a violência de gênero na esfera política.