Política Presidente Dutra
Por que o show de Tierry custará R$ 400 mil em Presidente Dutra, quase o dobro de outros municípios?
Contratação milionária levanta suspeitas e questionamentos sobre transparência e lisura no uso dos recursos públicos
24/06/2025 19h17 Atualizada há 12 meses
Por: Redação Fonte: redação

A contratação do cantor Tierry para o aniversário de 81 anos de Presidente Dutra, ao custo de R$ 400 mil, tem gerado uma série de dúvidas e críticas na cidade. Enquanto em outras cidades o valor para a mesma atração gira em torno de R$ 180 mil a R$ 275 mil, o município maranhense pagará uma quantia significativamente maior, quase o dobro em alguns casos.

Uma pesquisa realizada pelo nosso site levantou valores recentes de shows do cantor em diferentes municípios: Paudalho (PE) pagou R$ 272 mil, Itapiranga (AM) R$ 180 mil, Boca do Acre (AM) R$ 235 mil, São Luís (MA) R$ 250 mil e Montalvânia (MG) R$ 255 mil. Diante desses números, a pergunta que não quer calar é: por que somente em Presidente Dutra o valor ultrapassa a casa dos R$ 400 mil?

Essa discrepância substancial no preço do show levanta sérias questões sobre a lisura do processo de contratação e o uso responsável do dinheiro público. Em um município que enfrenta desafios estruturais e demandas urgentes por melhorias, o elevado custo do evento soa como um descompasso entre as prioridades da administração e as reais necessidades da população.

Além disso, a contratação direta, sem licitação, reforça a necessidade de uma investigação rigorosa para garantir que não haja favorecimentos ou irregularidades no processo. A transparência é fundamental para que a população possa confiar na gestão dos recursos públicos e para que o Ministério Público possa exercer seu papel de fiscalização.

Com a palavra, o Ministério Público, que deve analisar o caso para assegurar que o contrato esteja dentro da legalidade e que os interesses da população sejam preservados. Enquanto isso, a população de Presidente Dutra permanece atenta e crítica, exigindo explicações e uma gestão mais responsável dos recursos públicos, especialmente em tempos de crise e necessidades básicas não atendidas.