Presidente Dutra, que já ostentou o título de capital da região central do Maranhão, com comércio vibrante e uma população acima de 44mil habitantes, enfrenta hoje um preocupante esvaziamento cultural. A cidade, antes referência, perdeu protagonismo e vive um abismo no que se refere a festas culturais e entretenimento. Julho, tradicional mês de férias e de grande movimentação, passou em branco: nenhum evento relevante registrado.
Jovens que residem o ano inteiro fora e retornam em busca de lazer, reencontros e vivências típicas de sua terra natal, deparam-se com o completo descaso do poder público local. Não há festas, eventos esportivos, nem celebrações de qualquer porte. Apenas um vazio que ecoa a sensação de abandono e falta de visão.
Enquanto isso, cidades vizinhas entregam verdadeiras lições de gestão cultural. Tuntum realizou, só neste julho, corridas de rua, campeonato de jetski, torneios de sinuca e ainda uma vaquejada de peso, com atrações nacionais de sucesso, lotando a cidade por dias e impulsionando a economia local. Fortuna vive um ápice jamais visto, apostando alto em festivais da cultura popular, que movimentam multidões e elevam o município na cena cultural do estado.
O caso de São Domingos do Maranhão impressiona: um Festival do Abacaxi turbinado, com shows lotados, feiras de agronegócios, praça de alimentação e mais de R$5milhões investidos para consolidar a cidade como capital do abacaxi e maior festa popular do interior maranhense.
Frente a esse panorama, Presidente Dutra simplesmente estacionou no tempo. A outrora vibrante capital do interior assiste de braços cruzados à ascensão dos vizinhos, reduzida a um papel coadjuvante e cada vez mais distanciada do progresso cultural e econômico que marca a atualidade regional.