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Morre Miguel Uribe, pré-candidato da Colômbia baleado durante discurso
Uribe estava internado desde o dia 7 de junho, quando foi alvo de um ataque armado enquanto participava de um ato de campanha em Bogotá.
11/08/2025 10h47
Por: Redação Fonte: redação

O senador Miguel Uribe, pré-candidato à Presidência da Colômbia pelo partido Centro Democrático, morreu na madrugada desta segunda-feira (11), em Bogotá, na Colômbia, aos 39 anos. A informação foi confirmada pela sua esposa, Claudia Tarazona, via redes sociais.

Uribe estava internado desde o dia 7 de junho, quando foi alvo de um ataque armado enquanto participava de um ato de campanha em Bogotá. Segundo o boletim médico, ele sofreu uma “leve diminuição da pressão intracraniana” e passou por uma cirurgia na ocasião. + Pré-candidato à presidência da Colômbia passa por cirurgia de emergência.

No dia 5 de julho, a polícia colombiana prendeu o suspeito de envolvimento no atentado. Ele é Élder José Arteaga, conhecido como “El Costeño”, acusado de organizar o ataque realizado por um garoto de 15 anos que atirou no político há quase um mês, enquanto ele fazia um comício de campanha no oeste de Bogotá, disse o diretor da Polícia Nacional, general Carlos Fernando Triana.

Ataque a tiros

Miguel Uribe participava de um ato de campanha em uma praça em Bogotá quando foi baleado pelas costas no dia 7 de junho. Câmeras de segurança da região flagraram a tentativa de fuga do jovem, que atirou contra a equipe que escoltava o pré-candidato à Presidência.

Nas redes sociais, foram compartilhadas imagens que mostram um dos homens do grupo de Uribe segurando a arma que seria do autor, segundo informou o jornal El Tiempo. No vídeo, o adolescente disse aos seguranças que “iria dar os números” ao ser questionado sobre quem seria o suposto mandante dos disparos.

O governo colombiano, liderado por Gustavo Petro, repudiou o ataque, classificando-o como um ato de violência contra “a integridade pessoal do senador, mas também contra a democracia, a liberdade de pensamento e o exercício legítimo da política na Colômbia”. Em nota, pediu uma investigação “rigorosa” para identificar e processar os responsáveis.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, declarou que determinou o uso total dos recursos das Forças Armadas, Polícia e órgãos de inteligência para apurar o caso. O governo também ofereceu recompensa por informações que levem aos envolvidos no crime.