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‘Mais Saúde’ aborda questões relativas à adultização e problemas advindos do uso excessivo de telas

Psicóloga Tatiana Oliveira afirmou que o consumo desenfreado de conteúdos digitais pode comprometer a formação da identidade e o desenvolvimento co...

24/08/2025 às 10h10
Por: Redação Fonte: ALEMA
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Jornalista Ismael Gama conversou com a psicóloga educacional Tatiana Oliveira, no programa 'Mais Saúde', da TV Assembleia
Jornalista Ismael Gama conversou com a psicóloga educacional Tatiana Oliveira, no programa 'Mais Saúde', da TV Assembleia

Agência Assembleia

A psicóloga educacional e clínica Tatiana Oliveira foi a entrevistada do programa ‘Mais Saúde’, que foi ao ar pela TV Assembleia, neste domingo (24), com apresentação de Ismael Gama. Na ocasião, a especialista abordou o tema adultização, uso excessivo de telas e exposição às redes sociais e suas consequências para crianças e pré-adolescentes.

A psicóloga explicou que adultização é a aceleração dos tempos de maturidade da criança, colocando sobre ela questões às quais ela não está pronta para lidar. Ressaltou ainda que a adultização perpassa diversas áreas do desenvolvimento e que pode ser agravada com o uso precoce de telas e redes sociais. Segundo ela, o consumo desenfreado de conteúdos digitais pode comprometer a formação da identidade, a autoestima e o desenvolvimento cognitivo desses indivíduos.

“As redes sociais acabam ditando o que é aceito, como se comportar, o que consumir. Isso compromete o processo natural de construção da identidade e provoca uma constante comparação negativa, que afeta diretamente a autoestima, principalmente das meninas”, afirmou a especialista.

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Tatiana Oliveira frisou que a situação se agrava quando crianças de até dois anos de idade já são expostas a telas, contrariando as orientações da Organização Mundial da Saúde.

Dependência digital

Outro ponto abordado na entrevista foi a dependência digital, que tem se manifestado cada vez mais cedo. A psicóloga destacou que, em casos mais graves, os sintomas se assemelham ao de dependências químicas, exigindo acompanhamento clínico.

“A tecnologia aciona o sistema de recompensa do cérebro, o mesmo que está envolvido no uso de substâncias entorpecentes. Quando a criança já está dependente, a retirada das telas pode gerar irritabilidade intensa e até crises de abstinência”, explicou.

Para prevenir que a situação chegue a esse ponto, a especialista defende a atuação conjunta da família, da escola e da sociedade. Ela ressalta que o controle do tempo de exposição às telas deve ser feito por adultos atentos e engajados no cotidiano das crianças. “É o adulto quem precisa fazer essa vigilância. Saber o que a criança está consumindo, quanto tempo ela permanece conectada e, principalmente, propor outras formas de interação e aprendizado”, orientou.

A entrevista completa e as reportagens do programa ‘Mais Saúde’, que é apresentado pelo jornalista Ismael Gama, vai ao ar todos os domingos, às 9h, pela TV Assembleia (canal 9.2, TV aberta; canal 309.2, Sky; e canal 17, Maxx TV).

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