A população do Povoado Angical, situado na zona rural de Presidente Dutra, vive um momento de revolta e indignação contra a administração do prefeito Raimundo Carvalho, conhecido como Raimundinho da Audiolar. Em uma atitude autoritária e sem qualquer diálogo prévio, o gestor determinou o corte quase total das árvores que emolduravam a praça local durante uma reforma.
A iniciativa, executada sem explicações claras à comunidade, não só destrói importante área verde, como também ignora o valor ambiental e social dessas árvores para a população do Angical. A praça, centro de convivência e eventos comunitários, sofreu uma mutilação que extrapola o simples aspecto estético — trata-se de um desrespeito a um espaço de memória e identidade rural.
Somando-se à polêmica, o prefeito também construiu uma quadra poliesportiva em frente à igreja tradicional do povoado, modificando radicalmente a paisagem e tirando a visão ampla que há gerações caracterizava aquele ponto de encontro religioso e cultural. A edificação, apesar de representar uma demanda pelos esportes, foi implantada sem considerar o impacto visual e afetivo gerado.
Esse conjunto de ações reflete uma gestão distante da população, que prioriza obras sem consenso e sem respeito pela voz e pelo património comunitário. O legado que se constrói não pode ser feito a custos ambientais, históricos e sociais tão grandes, sob risco de provocar alienação e indignação crescente entre os moradores do Angical.
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