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Fiasco no desfile oficial em Brasília contrasta com protestos grandiosos por liberdade e democracia

Poucos convidados e ausência de autoridades marcam o evento oficial, enquanto manifestações pró-Bolsonaro se espalham nacionalmente.

08/09/2025 às 10h05 Atualizada em 08/09/2025 às 10h32
Por: Redação Fonte: redação
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Fiasco no desfile oficial em Brasília contrasta com protestos grandiosos por liberdade e democracia

A cena de 2023 e 2024 se repetiu no desfile do 7 de setembro deste ano em Brasília. Muitos militares desfilando e ninguém assisitindo. Toda a área reservada para o povo permaneceu vazia durante o evento, com o público restrito aos convidados do palanque. Pela terceira vez no mandato, o ex-presidiário Lula da Silva (PT) acenou para o vazio.

Ao contrário do ano passado, quando Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zannin e Edson Fachin compareceram ao desfile, neste 7 de setembro nenhum dos 11 ministros do STF apareceu. Sete ministros do governo também se ausentaram, entre eles Fernando Haddad. Nenhum governador foi.

 

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O Palácio do Planalto anunciou que esperava 50 mil pessoas. Esperou em vão. As arquibancadas só tinham os convidados, as áreas cercadas para "o povo" não registraram uma só pessoa. Para tentar esconder o fracasso, levaram militares, estudantes e servidores públicos para preencher as arquibancadas. Ainda assim, faltou muito.

 

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Enquanto Lula da Silva (PT) desfilava em um Rolls-Royce que nunca tinha levado um presidente condenado em três instâncias e depois descondenado por apenas um ministro do STF, o povo se reunia na praça da Torre de TV com Sebastião Coelho, Damares Alves, Bia Kicis, Mário Frias e outros políticos patriotas.

Para que o fiasco ficasse escondido dos celulares, o governo mandou colocar tapumes nos viadutos de onde se tem uma vista geral da Esplanada, acompanhado de policiais para impedir fotos a partir do local. Não adiantou, já que várias pessoas usaram drones ou exploraram brechas para fazer as fotos do total isolamento do governo.

 

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O fiasco do PT se repetiu em São Paulo, onde uma manifestação convocada por José Dirceu não conseguiu encher nem a praça da República. Os presentes não chegaram a mil, concentrados em uma rua lateral, sem nenhuma bandeira do Brasil, só da CUT e do PT. No mesmo horário, o povo lotava o sambódromo, com Tarcísio de Freitas.

 

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A manifestação da avenida Paulista, em São Paulo, realizada a partir das 15h, contou com os governadores Tarcísio e Romeu Zema (MG). Cerca de 1,5 milhão de pessoas lotaram a avenida de uma ponta à outra. A USP novamente virou piada ao dizer que "só tinha 45 mil". Tarcísio defendeu as vítimas de Moraes e criticou o cerceamento da defesa.

"Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de reagatá-la. A gente não pode aceitar uma condenação sem prova e não existe uma única prova contra Bolsonaro. Uma condenação sem prova abre uma cicatriz que nunca será fechada. Este processo está viciado", falou. E reiterou que a liderança e o candidato em 26 é Jair Bolsonaro.

 

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A primeira-dama Michelle fez um desabafo emocionado, às lágrimas, sobre a perseguição ao marido. "Eu nunca pensei que seria tão difícil estar aqui hoje com voces", iniciou. "Quem era para estar aqui é o meu marido, que está amordaçado em casa, com policiais vendo o muro dos vizinhos para ver se ele, com 70 anos e doente, pode pular".

 

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Manifestações espalhadas por todo o país reuniram milhões de pessoas, lotando espaços como a bonita orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, já pela manhã, apesar de marcadas para começar a partir das 14h para não atrapalhar os desfiles de cada cidade. A exceção foi Brasĩlia, onde o povo estava longe da esplanada.

A data da Independência do Brasil passou, neste ano, a ser “símbolo da luta pela liberdade, pela democracia e contra os abusos de poder”. O movimento gira em torno de anistia aos presos pelos atos do 8 de janeiro, em 23, acusados de um "golpe" impossível, sem armas, num domingo de palácios vazios, sem comando, sem ocupação da mídia.

 

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Os manifestantes também pediram “fora” Lula e “fora” Alexandre de Moraes. Em São Paulo, a TV Globo filmou a avenida Paulista às 11h35 para comentar a "baixa adesão" ao ato patriota, sabendo que a manifestação estava marcada para 15h. Porém, por volta das 13h a avenida já estava lotada, duas horas antes do início.

 

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Em Belo Horizonte, na praça da Liberdade, o povo foi às ruas gritando "fora Moraes". O deputado Nikolas Ferreira discursou e garantiu que a oposição vai aprovar a anistia na Câmara dos Deputados. "Nós queremos o povo livre do PT, que amarra as pessoas com botijão de gás. E no próximo ano só tem um nome: Jair Messias Bolsonaro".

Em Salvador, as áreas do Farol da Barra e da avenida encheram desde a manhã, num carnaval verde e amarelo. Uma mensagem de Michelle Bolsonaro, transmitida pelo som, emocionou os presentes. Em Florianópolis, a multidão se concentrou na avenida do centro, com o governador Jorginho Mello. No meio, faixas de "fora, comunismo".

 

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Em Goiânia, o ato teve o deputado Gustavo Gayer, que declarou que “de hoje em diante, 7 de setembro será o dia da nossa liberdade”. Flávio Bolsonaro, no Rio, destacou que "o julgamento contra Bolsonaro não é julgamento, é um linchamento. O processo é todo viciado: dos juízes às supostas 'provas'. Eleição sem Bolsonaro não é democracia!"

 

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O mesmo movimento lotado se repetiu em mais de 100 cidades, incluindo Curitiba, Maceió, Vitória, Vila Velha, Belém, Recife, Chapecó e Porto Alegre, onde o deputado Marcel Van Hatten pediu o impeachment de Lula e Moraes. No fundo, a multidão gritava "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão" e "fora, Moraes".

Em Londres e New York centenas de brasileiros fizeram sua manifestação em defesa das liberdades. A de Londres acabou encontrando um ato em defesa de Israel e os dois grupos se juntaram, numa confratenização inédita] e comovente. Os ingleses e israelenses cantaram o hino brasileiro e, em seguida, os brasileiros cantaram o de Israel.

 

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De um lado, brasileiros pedindo liberdade e justiça; do outro, judeus e ingleses defendendo os mesmos direitos. O brasileiro Alexandre Kunz dirigiu-se aos israelenses e destacou a posição do povo brasileiro frente ao conflito no Oriente Médio. “O regime Lula está do lado do Iran, da China. Mas o povo brasileiro está sim do lado de Israel”.

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