
O Instituto Viver, organização que já movimentou cerca de R$ 247 milhões em contratos com prefeituras maranhenses, está no centro de uma investigação do GAECO que revela graves indícios de irregularidades. Destaca-se o contrato firmado com a prefeitura de Governador Eugênio Barros, administrada pelo prefeito Chiquinho do Banco, que ultrapassa o valor de R$ 4,1 milhões.
Levantamentos em portais de transparência e no Diário Oficial do Estado indicam que o Instituto opera em pelo menos 23 municípios, frequentemente firmando contratos milionários sem licitação, utilizando processos de dispensa ou inexigibilidade. Essa prática levanta questionamentos sobre a lisura dos procedimentos e sobre a real capacidade técnica da entidade para gerir recursos tão vultosos.
Em cidades como São Bento e Guimarães, vereadores já exigem explicações oficiais tanto das prefeituras quanto da instituição.
Outro ponto alarmante é a frequente exclusividade do Instituto Viver em processos de contratação direta, o que sugere um esquema protegido, com alto risco de favorecimento. Apesar do volume milionário desembolsado, não existem relatórios que comprovem os serviços prestados nem o número de pessoas efetivamente atendidas.
A postura do prefeito Chiquinho do Banco em Governador Eugênio Barros, ao manter um contrato de R$ 4,1 milhões com uma instituição sob investigação, reforça o desgaste da gestão municipal diante da população, que permanece sem respostas claras sobre a aplicação desses recursos. A falta de transparência e prestação de contas agrava ainda mais o quadro.
O Ministério Público do Maranhão já recebeu denúncias sobre desvios e ausência de documentos oficiais relativos ao Instituto Viver. Procedimentos investigativos estão em curso, e o avanço das apurações poderá revelar consequências severas para os responsáveis, caso as suspeitas sejam comprovadas.
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