Cidades PRESIDENTE DUTRA
Raimundinho da Audiolar promove corte em massa e deixa centenas de servidores sem salário até 2026
Demissões em série na gestão Raimundinho da Audiolar atingem educação, saúde e cancelam o Natal de centenas de famílias
01/12/2025 15h24 Atualizada há 6 meses
Por: Redação Fonte: redação

A gestão do prefeito Raimundinho da Audiolar inicia dezembro sob forte desgaste político e social após o inicio de demissão em massa de servidores contratados da Prefeitura de Presidente Dutra. De acordo com informações de dentro do próprio governo, mais de 200 trabalhadores já estão, a partir de 1º de dezembro, fora da folha de pagamento, e o número pode chegar a pelo menos 300 até o dia 10, atingindo diretamente pais e mães de família que dependem exclusivamente desses salários.

O impacto das demissões não se limita ao drama financeiro dessas famílias. As áreas de educação e saúde estão entre as mais afetadas, com reflexos imediatos na prestação de serviços básicos à população. Nas Unidades Básicas de Saúde dos povoados, o cenário é de portas fechadas: todas teriam suspendido o funcionamento, restando apenas quatro UBS abertas na sede do município, o que sobrecarrega a estrutura e dificulta o acesso da população mais vulnerável ao atendimento médico.

A justificativa oficial para o corte não é claramente apresentada, mas, nos bastidores, comenta-se que os contratados devem permanecer de fora da folha por pelo menos quatro meses, só retornando no fim de fevereiro para receberem seus vencimentos apenas em meados de março. Na prática, isso significa que centenas de famílias enfrentarão Natal e Réveillon sem salário, arcando sozinhas com o custo da política de ajuste da prefeitura.

A contradição é evidente: enquanto o discurso institucional fala em compromisso social, a realidade imposta aos trabalhadores é de insegurança, interrupção de serviços essenciais e ausência de planejamento transparente. O chamado “Dezembro Vermelho” em Presidente Dutra não está ligado à prevenção de doenças, mas à sangria de direitos e à desvalorização de quem mantém, no dia a dia, o funcionamento da máquina pública.