A cultura de Presidente Dutra sucumbe ao abandono do prefeito Raimundinho da Audiolar. Pela enésima vez, o município não realiza carnaval, somando prejuízos ao comércio local enquanto o gestor opta por curtir a folia regada a whisky em outra cidade. Críticas não faltam da população majoritária, que vê na decisão uma priorização egoísta em detrimento da tradição cultural.
Em 2026, Raimundinho promoveu sua "festa particular" com o Cururu Folia, deixando os foliões de Presidente Dutra a ver navio. Ruas vazias, lojas fechadas e uma herança cultural de anos relegada ao esquecimento. Para agravar, o prefeito anuncia "Lava Pratos" sem carnaval, marcado para plena Quaresma – evento que já rendeu críticas em edições anteriores por incompatibilidade com o período litúrgico.
Esse descaso cultural se insere em um quadro mais amplo de negligência. A infraestrutura municipal padece com ruas alagadas e esburacadas, a educação amarga índices ruins e perde bandeiras de qualidade, enquanto o funcionalismo público clama por melhores condições e fim dos maus-tratos diários. A quem aplaude o prefeito, resta defender o indefensável: uma gestão que festeja em terras alheias, mas esquece o povo em casa.