A tentativa do PCdoB de remover Carlos Brandão do comando do Executivo maranhense sofreu uma derrota decisiva nesta segunda-feira (30). Em manifestação oficial, a Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se contra o pedido de afastamento, esvaziando a tese de descumprimento de ordem judicial que sustentava a ofensiva jurídica da legenda.
Nos bastidores da política maranhense, a confiança dos "comunossocialistas" no afastamento de Brandão era dada como certa. O objetivo central da manobra era forçar a ascensão imediata do vice-governador, Felipe Camarão (PT), à cadeira principal do Palácio dos Leões, consolidando um novo desenho de poder no estado. A estratégia baseava-se em acusações de que o governador teria ignorado determinações do ministro Alexandre de Moraes (STF) sobre processos de nepotismo.
Com o parecer contrário da PGR, o cenário mudou drasticamente. Diante do fracasso da investida judicial, o grupo ligado ao PCdoB já demonstra sinais de um novo movimento tático: a tentativa de aproximação com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Sem o controle do governo estadual, a ala busca agora se "encostar" na gestão municipal da capital como alternativa de sobrevivência e articulação política para os próximos pleitos.