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Fora de Área: Braide atravessa o Estreito e fica sem sinal com a base e com o povo
Enquanto os robôs garantem o “like” nas redes, o silêncio das ruas no interior mostra que o Wi-Fi da ilha não alcança o eleitor real.
13/04/2026 10h07
Por: Redação Fonte: redação
Eduardo Braide parece ter descoberto uma nova lei da física política: o vácuo populacional. O atual pré-candidato ao Palácio dos Leões vive um romance tórrido com suas redes sociais, onde o engajamento é digno de estrela de Hollywood. O problema é que, ao cruzar a Ponte do Estreito dos Mosquitos, a conexão caiu e a realidade nua e crua apareceu: o sinal de "popularidade" simplesmente não atravessou o rio.
A comparação entre as agendas é um exercício de crueldade estatística. Enquanto seu principal adversário, Orleans Brandão, tem levado multidões a cada evento no interior — com aquele tipo de aglomeração que faria inveja a bloco de Carnaval em pleno feriado —, Braide tem experimentado um "distanciamento social" rigoroso, praticado de forma voluntária pelo povo. Enquanto de um lado sobra suor, abraço e poeira, do lado de "Brabra" sobra eco.
Em suas passagens por Imperatriz e Açailândia, o cenário foi de uma paz monástica: pouca gente, nenhum calor humano e um silêncio ensurdecedor que trouxe à memória os icônicos eventos de Felipe Camarão. É o fenômeno da "militância invisível": o candidato fala, mas as paredes não respondem. Parece que o eleitor real do Maranhão não recebeu o convite enviado via Direct, preferindo o corpo a corpo tradicional que Brandão vem dominando com folga.
Para completar o combo do isolamento, Braide resolveu ignorar a ala dinista e escolheu uma vice que é o sonho de consumo do bolsonarismo raiz: uma megaempresária com muito CNPJ e nenhum voto de testdrive. Se o objetivo era mostrar força, ele conseguiu o prodígio de transformar seus comícios em reuniões de condomínio. No Instagram, Braide é um gigante imparável de filtros e edições; mas no chão batido do estado, ele é apenas um post solitário esperando por curtidas que, no mundo real, não se traduzem em votos.