Política PASTOS BONS
NO OLHO DO FURACÃO! Ministério Público investiga suspeita de esquema fraudulento entre a empresa Evanderson Thiago Mendes Maramaldo LTDA e prefeitura de Pastos Bons.
O alvo da investigação é a relação entre o município e a empresa Evanderson Thiago Mendes Maramaldo LTDA. O que parece ser apenas um contrato de prestação de serviços, para os promotores, tem cara de algo muito mais grave: improbidade administrativa.
15/04/2026 10h14 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: redação
O Ministério Público do Maranhão abriu os olhos para movimentações financeiras preocupantes que envolvem diretamente a administração do prefeito Enoque Mota (MDB), reeleito para gerir o município de Pastos Bons. O alvo da investigação é a relação entre a prefeitura e a empresa Evanderson Thiago Mendes Maramaldo LTDA. O que deveria ser uma prestação de serviço comum, para os promotores, tem indícios claros de improbidade administrativa e prejuízo aos cofres públicos.
 
O "caminho do dinheiro" que acendeu o alerta
A investigação ganhou força após um relatório de inteligência financeira (RIF) enviado pelo GAECO apontar um fluxo de dinheiro muito estranho. Segundo o MP, a empresa investigada recebia pagamentos da prefeitura e, logo em seguida, realizava saques vultosos em dinheiro vivo e repasses para servidores públicos.
Essa prática de sacar grandes quantias em espécie é um clássico "alerta vermelho" para esquemas de corrupção, já que o dinheiro "desaparece" do sistema bancário e fica quase impossível de rastrear.
 
Sob a lupa: Os contratos da gestão Enoque Mota
O Inquérito Civil nº 000571-062/2025 foca em quatro contratos específicos assinados pela gestão de Enoque Mota em 2023 (nº 353, 354, 355 e 356). O promotor de justiça quer saber se os serviços foram realmente prestados ou se os contratos serviram apenas como "ponte" para desviar recursos públicos e beneficiar terceiros, ferindo princípios básicos como a honestidade e a transparência na política.
 
Enquanto a prefeitura de Enoque Mota paga contratos que terminam em saques suspeitos e repasses a servidores, quem paga a conta é o morador de Pastos Bons. Cada real desviado é um real a menos na saúde, na merenda escolar ou na melhoria das estradas.
O Ministério Público agora vai fundo para conferir a execução de cada contrato. Se as irregularidades forem confirmadas, os responsáveis podem ser punidos por dano ao erário — que nada mais é do que o roubo do dinheiro que pertence a todos nós.
A pergunta que fica no ar: como a gestão municipal permitiu movimentações tão atípicas sem qualquer contestação interna? Com a palavra, a Justiça.