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Saúde em falta: Gestão de Bruno Silva entra na mira do MP por falta de remédios em Coelho Neto
A investigação, conduzida pela promotora Dra. Paula Gama Cortez Ramos, foca em um problema que atinge diretamente os mais pobres: a ausência de insumos básicos na UBS Santo Antônio e nas unidades do Bairro Mutirão.
15/04/2026 10h39
Por: Redação Fonte: redação
Enquanto o discurso oficial muitas vezes fala em "progresso", a realidade nas prateleiras das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Coelho Neto parece ser outra. O Ministério Público do Maranhão acaba de converter uma investigação preliminar em Inquérito Civil para apurar o que chama de "falta sistemática e contínua" de medicamentos essenciais e materiais para curativos na rede municipal.
A investigação, conduzida pela promotora Dra. Paula Gama Cortez Ramos, foca em um problema que atinge diretamente os mais pobres: a ausência de insumos básicos na UBS Santo Antônio e nas unidades do Bairro Mutirão.
 
O que chama a atenção na portaria do MP (SIMP nº 011022-509/2025) não é apenas a falta do remédio, mas o descaso administrativo. Segundo o documento, a Prefeitura, sob a gestão do prefeito Bruno Silva, simplesmente não respondeu aos questionamentos feitos pela Promotoria ainda em janeiro de 2026.
Essa "inércia" do poder público acendeu o alerta vermelho: se o gestor não explica por que faltam remédios de controle especial e gazes para curativos, o MP entende que pode haver algo mais grave do que apenas má vontade — pode haver improbidade administrativa.
 
Quando uma UBS não tem o material para um curativo ou o remédio para pressão, o cidadão de Coelho Neto tem duas opções cruéis: ou tira do próprio bolso o dinheiro que muitas vezes não tem, ou vê sua saúde piorar.
O Ministério Público destaca que a saúde é um dever do Estado e um direito de todos. Por isso, o inquérito quer descobrir:
  • Para onde está indo o dinheiro destinado à saúde?
  • Por que os processos de compra não estão funcionando?
  • Quem são os responsáveis por essa "desassistência contínua"?
 
Com a abertura do inquérito, a investigação ganha mais força. A promotoria quer apurar a responsabilidade dos agentes públicos envolvidos. Se a situação não for resolvida, o caso pode virar uma Ação Civil Pública ou obrigar o prefeito a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para normalizar os estoques imediatamente.
Em um cenário de crise, a omissão governamental é o pior dos remédios. O povo de Coelho Neto aguarda que, além de festas e propaganda, o básico chegue finalmente às mãos de quem precisa.