Brasil PIAUÍ
Matriarca e padrasto agiram juntos em caso de envenenamento da própria família em Parnaíba, Piauí.
A motivação seria as despesas e que os dois queriam ficar sozinhos, relata delegado em entrevista ao Domingo Espetacular da RECORD
03/02/2025 09h11
Por: Redação Fonte: Redação

caso de homicídios em série por envenenamento de membros de uma mesma família, em Parnaíba, no litoral do Piauí, chocou todo o Brasil. Foram oito mortes, em cinco meses, que segundo as investigações, premeditadas por duas pessoas: a matriarca e o padrasto das vítimas, que encontram-se presos. As informações são do delegado Abimael Silva em entrevista ao Domingo Espetacular, da RECORD, na noite deste domingo (02). 

o processo repleto de nuances e reviravoltas, um novo fato se destacou:  a morte de Maria Jocilene da Silva, 41 anos, que mantinha um relacionamento extraconjugal com dona Maria dos Aflitos. Segundo o delegado Abimael Silva, a idosa relatou em interrogatório que tinha a intenção de que a culpa sobre todos os casos fosse direcionada para a última vítima, o que livraria Francisco de Assis da prisão.

“Maria dos Aflitos tinha a intenção de envenenar a Maria Jocilene, mas ela não queria que ela morresse em casa. Houve uma atraso na ida dela para casa. Ela foi envenenada numa taça de vidro onde foi entregue o café. Já temos o laudo pericial. Ela tomou o veneno sem saber e ia para o trabalho, mas quando ela foi pegar o mototaxista, ele disse que atrasaria meia hora, então ela voltou para a casa da dona Maria dos Aflitos, e começou a passar mal. Nesse momento, ela pediu para os filhos para pegar a chaves da casa da dona Jocilene e guardar. Só que eles não esperavam que a polícia iria chegar tão rápido no local. Isso permitiu que coletássemos todas as informações e as evidências”, detalhou o delegado. 

Nesse caso, segundo o delegado, diferente dos outros, apesar do mesmo método a dona Maria deu uma uma desculpa discrepante: “não foi mais a doação de alimentos, foi um infarto. Dona Maria disse que ela tinha um histórico”, destacou.

As investigações apontaram que os dois agiram de forma premeditada em todos os casos. A motivação seria para que eles acabassem com a família e ficassem apenas os dois por causa das condições financeiras.

“A gente acredita que eles agiram em coautoria nos dois primeiros casos, eles premeditaram os crimes. O que motivou seria uma dificuldade na família de se sustentar. Ele dizia abertamente que não queria os filhos dela lá, e esse relacionamento os manteve bem próximos”, disse o delegado.