
POR REDAÇÃO
Dizem que o Instagram aceita tudo, desde filtro de "carinha de bebê" até multidões geradas por algoritmos. Mas em Presidente Dutra, o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, descobriu que a vida real não tem botão de "impulsionar". A visita do político à cidade foi um choque de realidade tão grande que sobrou até para o otimismo dos aliados, que voltaram para casa com o desânimo estampado no rosto.
O roteiro do "fiasco" começou logo na quinta-feira. O que deveria ser um jantar político com ares de articulação estratégica parecia mais uma reunião de condomínio para discutir infiltração no teto. Com pouco mais de dez pessoas à mesa, o clima era de velório: pouca conversa, muita garfada silenciosa e a nítida sensação de que o prestígio local está mais escasso que água em época de seca.
Mas a "hora da verdade" aconteceu na manhã de sexta-feira, na feira livre. Ali, o pré-candidato encontrou o seu maior inimigo: a ausência de robôs. Sem os likes automáticos e os comentários de "tô com ele" vindos de perfis falsos, o que se viu foi o vácuo. Braide caminhou entre as bancas acompanhado apenas por uma pequena e murcha militância. O público? Bem, o público estava mais interessado no preço do quilo da carne do que em apertar a mão de quem, pelo visto, só é gigante nas telas de cinco polegadas.
Se a manhã foi morna, a noite prometia ser o "ápice". Só que não. O evento principal foi realizado em um espaço tão apertado que, se todo mundo resolvesse espreguiçar ao mesmo tempo, derrubaria as paredes. Com capacidade para apenas 100 pessoas, o local ainda assim parecia um deserto. Para não dizer que não havia ninguém, notou-se um esforço hercúleo de militantes trazidos de outras cidades para tentar dar um "volume" artificial ao encontro. Em bom português: tentaram fabricar uma empolgação que o povo de Presidente Dutra simplesmente não quis consumir.
A máxima que ecoou pelas esquinas de "PK" após a partida da comitiva não poderia ser outra: "A rua pune, a internet ilude". Braide provou do próprio veneno digital e descobriu que, para governar um estado, é preciso mais do que um bom plano de dados; é preciso gente. E gente, pelo visto, é o que ele menos encontrou por aqui.
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